Resultados

Lucro da Jalles Machado (JALL3) mais do que dobrou em 2021/22, para quase R$ 390 mi

ipo jalles machado
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Jalles Machado (JALL3) encerrou a safra 2021/22 com um lucro recorde em sua história, de R$ 387,9 milhões.

Ou seja, o resultado líquido foi 2,3 vezes maior que o da safra anterior. Isto é, reflexo dos melhores preços praticados de açúcar e etanol e do aumento das vendas.

Assim sendo, o etanol foi o produto com maior variação de preço, acompanhando a elevação dos preços da gasolina que já ocorria no ano passado. Assim, o valor médio da venda do etanol da Jalles subiu 56,3% ante a safra anterior.

Diante disso, já o valor médio da venda de açúcar aumentou 27,5%, para R$ 2.615,2 a tonelada.

Desse modo, o preço médio da venda da Jalles costuma ficar acima da média do mercado por causa do das vendas de açúcar empacotado e de açúcar orgânico destinados ao mercado interno. Isto é, que pagam mais do que a simples exportação da commodity bruta.

Ademais, o volume total das vendas de açúcar, porém, foi impactado pelo caos da logística marítima em escala global. Isto é, que dificultou o acesso a navios e contêineres, além de ter elevado o custo com frete.

Assim sendo, a companhia comercializou 297,9 mil toneladas de açúcar na safra, queda de 9,4%.

Em relação a receita, as exportações totais da Jalles representaram 11,8% da receita bruta, ante 27% na safra anterior.

Mais detalhes

Ademais, as receitas ainda conseguiram ofuscar a alta dos custos de produção, que subiram 11,2% na safra, para R$ 729,3 milhões.

Diante disso, a receita líquida cresceu 33,5%, para R$ 1,4 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado superou pela primeira vez a marca do R$ 1 bilhão, alcançando R$ 1,1 bilhão, um incremento de 54,7%.

Com isso, a margem do Ebitda ajustado saltou 10,4 pontos percentuais entre uma safra e outra, para 75,8%.

Assim, o avanço dos resultados se dá mesmo em um momento de expansão da Jalles Machado, em que já na safra passada a companhia destinou R$ 495,2 milhões em investimentos em bens de capital (capex).

Ou seja, praticamente o dobro do que empenhado no ciclo anterior, com o objetivo de ampliar a capacidade de moagem nas usinas de Goiás em até 1 milhão de tonelada de cana até a safra 2024/25.

Assim, a companhia ampliou sua área de cultivo em 1,9 mil hectares e renovou outros 9,4 mil hectares.

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